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Varanda · Projetos com madeira

Banco baixo de madeira para varanda

Um banco de 90 × 35 cm e 42 cm de altura, com ripas espaçadas que deixam a água da chuva escorrer, preparado desde o corte para sol e umidade.

  • Nível Intermediário Exige medição cuidadosa, cortes retos e, em alguns casos, furadeira. Convém já ter feito um projeto simples antes.
  • Tempo estimado 3 a 6 horas
  • Faixa de custo Moderada Vários itens novos ao mesmo tempo, como chapas cortadas sob medida, ferragens específicas, tinta e acessórios.
  • Ambiente indicado Varanda
  • Fixação Removível Apoiado, encaixado ou preso sem furar. Sai do lugar sem deixar marca.
  • Imóvel alugado Adequado Não altera nada de forma permanente.

As faixas descrevem o esforço de compra, não valores. Preços mudam conforme região, fornecedor, quantidade e data.

Banco baixo de madeira clara com quatro pernas retas no piso de uma varanda, com uma almofada verde-oliva sobre o assento e um vaso de cerâmica com arbusto ao lado.

Resultado esperado

Você termina com um banco de 90 cm de comprimento, 35 cm de profundidade e 42 cm de altura, com assento de cinco ripas separadas por folgas de 6 mm que deixam a chuva passar em vez de empoçar. A estrutura tem dois quadros laterais unidos por travessas longitudinais e uma travessa central de apoio, o que permite duas pessoas sentadas sem qualquer flexão perceptível. As sapatas mantêm os pés fora do contato direto com o piso molhado. O projeto ensina a montar estrutura em quadros, a calcular folga de escoamento e a preparar madeira para exposição direta ao sol e à chuva de vento.

Materiais e ferramentas

Confira a lista inteira antes de começar. Interromper o trabalho no meio para buscar uma peça é a causa mais comum de projeto abandonado.

Materiais

  • 5 ripas de madeira maciça de 90 × 6,5 × 2 cm, para o assento Procure madeira de reflorestamento tratada em autoclave ou espécie naturalmente resistente à umidade. Madeira crua de uso interno não sobrevive a um verão exposta.
  • 4 barrotes de 40 × 6 × 4 cm, para os pés A seção de 6 × 4 cm é o mínimo razoável. Pé mais fino em banco de 90 cm balança lateralmente com o tempo.
  • Sarrafos para as travessas: 2 de 27 × 8 × 2,5 cm, 2 de 27 × 6 × 2,5 cm, 2 de 78 × 8 × 2,5 cm e 1 de 22 × 8 × 2,5 cm Leve a lista com as sete medidas ao ponto de venda e peça as pontas em esquadro. Aqui um corte torto se acumula em toda a estrutura.
  • Parafusos: 24 de 4,5 × 60 mm para a estrutura e 20 de 4 × 45 mm para as ripas Escolha parafusos com tratamento contra corrosão. Parafuso comum em peça externa mancha a madeira de escuro em volta da cabeça.
  • Cola para madeira de uso externo, cerca de 200 ml Aplicada em toda junção da estrutura. Não substitui o parafuso, mas elimina o rangido que aparece depois de alguns meses.
  • 4 sapatas de borracha ou plástico rígido de 4 cm Erguem os pés alguns milímetros do piso e interrompem o caminho da água até a fibra cortada, que é o ponto mais vulnerável do banco.
  • Stain para madeira com proteção solar ou verniz marítimo, cerca de 500 ml A quantidade considera três camadas em todas as faces das dezesseis peças, inclusive as que ficarão escondidas.
  • Folhas de lixa de grão 80, 120 e 220 Três folhas de cada. A 80 acerta o corte, a 120 uniformiza e a 220 prepara para o acabamento.

Ferramentas

  • Trena
  • Lápis
  • Esquadro
  • Serra manual, para ajustes e para arredondar as pontas
  • Furadeira com brocas de 3 mm e 4 mm
  • Parafusadeira com ponta Phillips
  • Dois sargentos
  • Taco de lixar
  • Pincel de 6 cm e um pincel fino para as folgas

Procurar projetos com essas ferramentas: Trena · Lápis de marcação · Esquadro · Serra manual · Furadeira · Parafusadeira · Sargento ou grampo · Lixa ou taco de lixar · Pincel

Medidas de referência

As medidas abaixo servem de ponto de partida. Meça o seu espaço antes de cortar: parede, vão e móvel raramente batem com a medida nominal.

Medidas de referência do projeto, em centímetros
Peça ou dimensãoMedida de referência
Assento acabado 90 × 35 cm, a 42 cm do piso
Ripas do assento 5 peças de 90 × 6,5 × 2 cm
Pés 4 peças de 40 × 6 × 4 cm
Travessas laterais 2 superiores de 27 × 8 × 2,5 cm e 2 inferiores de 27 × 6 × 2,5 cm
Travessas longitudinais 2 peças de 78 × 8 × 2,5 cm
Travessa central de apoio 1 peça de 22 × 8 × 2,5 cm
Folga entre ripas do assento 6 mm

Preparação

  • Verifique o limite de carga da sua varanda antes de somar mobília. Sacada tem restrição estrutural e a convenção do condomínio costuma tratar do assunto. Se você pretende reunir banco, vasos grandes e pessoas no mesmo trecho, essa conta é de engenheiro, não de estimativa própria.
  • Meça o comprimento livre da parede onde o banco vai encostar e confira se sobram pelo menos 60 cm de circulação na frente dele. Banco de 35 cm de profundidade com pernas de quem está sentado ocupa perto de 90 cm no total.
  • Observe por onde a chuva de vento entra na varanda e em que parte o sol bate na maior parte do dia. Esses dois trajetos definem qual face do banco vai exigir mais camadas de acabamento e mais retoque ao longo dos anos.
  • Deixe a madeira comprada dois ou três dias no próprio ambiente da varanda, empilhada com espaçadores entre as peças. Peça que vem de depósito fechado ainda vai trabalhar, e é melhor que ela se mova antes de estar aparafusada.
  • Descarte de saída qualquer peça com nó solto, rachadura passante ou ponta lascada. Em banco que recebe peso de pessoas, defeito de madeira não é questão de estética.
  • Reserve um dia inteiro para o acabamento, separado do dia da montagem. Três camadas com secagem entre elas não cabem na mesma tarde da furadeira.

Etapas

  1. Confira as dezesseis peças

    Meça cada peça recebida e agrupe as iguais. Empilhe os quatro pés alinhados por uma ponta e confira se têm exatamente o mesmo comprimento: diferença de 3 mm em um deles faz o banco balançar para sempre. Verifique o esquadro das pontas dos sarrafos com o esquadro apoiado na face. Corrija o que estiver fora usando a serra e acertando com a lixa 80. Marque a face melhor de cada ripa, que ficará para cima no assento.

    Escolha a ripa mais bonita e sem nó para a posição da frente do assento. É a que fica na altura do olhar de quem entra na varanda.

  2. Monte os dois quadros laterais

    Cada quadro é formado por dois pés, uma travessa superior de 27 × 8 cm e uma travessa inferior de 27 × 6 cm. Posicione a travessa superior entre os pés com o topo alinhado a 40 cm do chão, ou seja, rente ao topo dos pés menos a espessura da ripa, e a inferior com a base a 12 cm do piso. Aplique cola, prenda com sargento, faça dois pré-furos de 4 mm em cada junção pela face externa do pé e aparafuse com os parafusos de 60 mm. Confira o esquadro antes do aperto final.

  3. Una os quadros com as travessas longitudinais

    Deite um quadro no chão e apoie os dois sarrafos de 78 cm nas faces internas dos pés, com o topo alinhado ao topo da travessa superior. Cole, prenda e aparafuse pela face externa de cada pé com dois parafusos por ponta. Levante o conjunto, encaixe o segundo quadro do outro lado e repita. Ao terminar, meça as duas diagonais do retângulo superior e ajuste empurrando um canto até as medidas coincidirem, antes de dar o aperto definitivo em todos os parafusos.

    Trabalhe sobre um piso plano. Estrutura montada em piso irregular sai empenada e só se descobre isso quando o banco chega ao lugar definitivo.

  4. Instale a travessa central de apoio

    Marque o meio dos 90 cm nas duas travessas longitudinais e posicione o sarrafo de 22 cm entre elas, com o topo alinhado ao das demais. Faça um pré-furo de 4 mm pela face externa de cada travessa longitudinal e prenda com dois parafusos de cada lado, sempre com cola na junção. Esta é a peça que impede o assento de ceder no meio quando duas pessoas se sentam ao mesmo tempo, e é a primeira que se costuma julgar dispensável.

  5. Fixe as cinco ripas com folga uniforme

    Posicione a primeira ripa alinhada com a face externa dos pés da frente e prenda com dois parafusos de 45 mm em cada apoio, sempre com pré-furo de 3 mm para não abrir a fibra perto da borda. Para as folgas, corte dois espaçadores de 6 mm em sobra de madeira e use-os entre cada par de ripas em vez de medir a olho. Siga até a quinta ripa, que deve terminar rente à face externa dos pés de trás. Se houver diferença de 1 ou 2 mm na última folga, distribua o erro em vez de acumular tudo no fim.

    Aperte o parafuso até a cabeça encostar e pare. Cabeça afundada na ripa cria um poço que junta água e é onde a madeira apodrece primeiro.

  6. Arredonde e lixe o banco inteiro

    Arredonde generosamente as arestas superiores das cinco ripas e as pontas dos quatro pés, passando primeiro a serra em pequeno chanfro e depois a lixa 80 até a curva ficar contínua. Aresta arredondada não é só conforto: é onde o acabamento se mantém, porque película fina sobre canto vivo trinca no primeiro ciclo de sol e chuva. Siga com o grão 120 em todas as faces e termine no 220, sem esquecer a parte de baixo do assento e o interior dos quadros.

  7. Aplique o acabamento de exterior

    Aplique a primeira camada de stain ou verniz marítimo em todas as faces das dezesseis peças já montadas, usando o pincel fino para entrar nas folgas de 6 mm e nas junções. Espere a secagem indicada, lixe de leve com o 220 e aplique a segunda. Dê a terceira camada apenas nas superfícies expostas ao sol e à chuva: topo das ripas, faces externas dos pés e as pontas de topo. Vire o banco de cabeça para baixo para tratar a base dos pés com atenção.

  8. Instale as sapatas e posicione o banco

    Depois da cura completa, pregue ou cole uma sapata sob cada pé, centralizada na seção de 6 × 4 cm. Coloque o banco no lugar e balance-o pelos cantos: se houver oscilação, é diferença de altura entre pés, e a correção é uma sapata de espessura ligeiramente maior no pé mais curto. Afaste o banco pelo menos 5 cm da parede, para que o ar circule por trás e a água não fique retida na junta entre a madeira e o revestimento.

Erros comuns

Montar o assento com as ripas encostadas
Use espaçadores de 6 mm cortados em sobra de madeira. Sem folga, a água fica presa na junta entre as ripas e a peça apodrece de dentro para fora.
Dispensar a travessa central de apoio
Ripa de 2 cm com vão de 78 cm cede sob duas pessoas. A travessa central divide o vão pela metade e é o que sustenta o banco a longo prazo.
Afundar a cabeça do parafuso na ripa do assento
Aperte até a cabeça assentar e pare. O rebaixo virado para o céu acumula água e vira o primeiro ponto de deterioração.
Envernizar apenas as faces visíveis
Trate as dezesseis peças por inteiro, incluindo a parte de baixo do assento e a base dos pés. É por baixo que a umidade da varanda ataca primeiro.
Apoiar os pés direto no piso da varanda
Instale as quatro sapatas. Fibra cortada em contato permanente com piso molhado suga água por capilaridade e escurece em poucos meses.
Encostar o banco na parede
Deixe pelo menos 5 cm de afastamento. A faixa sem ventilação entre madeira e revestimento fica úmida por muito mais tempo que o resto da peça.

Alternativas de materiais

Em vez de Você pode usar O que muda
Madeira de reflorestamento autoclavada Madeira de lei de descarte de obra, como sobra de caibro Muito mais durável e com aparência melhor, desde que a peça esteja seca e sem prego escondido. Exige mais esforço de corte e de lixamento.
Ripas de 2 cm de espessura Ripas de 2,5 cm Assento mais firme e sensação de peça robusta, permitindo até dispensar a travessa central. Aumenta o peso do banco e o consumo de acabamento.
Stain com proteção solar Óleo específico para deck Penetra em vez de formar película, então não descasca e o retoque é apenas mais uma aplicação. Precisa ser refeito com frequência bem maior.
Cinco ripas de 6,5 cm Sete ripas de 4,5 cm com folgas de 5 mm Escoamento ainda melhor e desenho mais leve, com o custo de mais peças para lixar, tratar e aparafusar, e mais pontos de fixação para revisar.
Sapatas de borracha Discos de PVC de 5 mm colados sob os pés Não retêm umidade e não marcam piso claro. Deslizam mais que a borracha, o que é indiferente em banco desse peso.

Acabamento

  • Trate as pontas de topo dos quatro pés com uma camada extra antes de instalar as sapatas. É a face que absorve água mais rápido e a que ninguém revisa depois.
  • Passe o pincel fino nas cinco folgas de 6 mm com o banco de lado, e não de cima para baixo. Aplicado por cima, o produto escorre e deixa a lateral da ripa sem cobertura.
  • Prefira acabamento fosco ou acetinado ao brilhante. Superfície muito lisa em banco exposto ao sol fica escorregadia quando molha e mostra cada risco.
  • Se a madeira tiver nós, dê um retoque localizado neles em cada camada. Nó absorve de forma diferente do resto da peça e aparece como mancha clara meses depois.
  • Espere a cura completa da terceira camada antes de deixar o banco sob chuva. Película ainda mole retém a água em vez de repelir e perde a proteção logo no início.

Manutenção

  • Passe a mão pelas ripas a cada duas semanas procurando fibra levantada. Encontrando alguma, lixe o ponto com o grão 220 e retoque o acabamento na hora.
  • Limpe as cinco folgas com um pedaço de arame ou uma espátula fina de tempos em tempos. Folha seca e poeira compactada bloqueiam o escoamento e anulam a razão de existirem as folgas.
  • Reaperte todos os parafusos duas vezes por ano, no fim do verão e no fim do inverno. Madeira externa dilata e contrai com a variação de temperatura e umidade, e a fixação acompanha esse movimento.
  • Reaplique o acabamento no assento uma vez por ano e na estrutura a cada dois anos. O topo das ripas recebe muito mais sol que qualquer outra parte e desgasta na frente.
  • Em época de chuva prolongada, encoste o banco de lado contra a parede coberta, com o assento na vertical. Assim a água não fica sobre a superfície de maior exposição por dias seguidos.

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