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Varanda · Decoração · Projetos com madeira

Suporte para plantas em três alturas

Escada de vasos em madeira com três patamares escalonados, apoiada no piso, que empilha plantas em 48 cm de profundidade e leva luz a todas elas.

  • Nível Intermediário Exige medição cuidadosa, cortes retos e, em alguns casos, furadeira. Convém já ter feito um projeto simples antes.
  • Tempo estimado 3 a 6 horas
  • Faixa de custo Baixa Poucos itens novos, geralmente peças pequenas de madeira, suportes e fixadores comprados por unidade.
  • Ambiente indicado Varanda, Sala
  • Fixação Removível Apoiado, encaixado ou preso sem furar. Sai do lugar sem deixar marca.
  • Imóvel alugado Adequado Não altera nada de forma permanente.

As faixas descrevem o esforço de compra, não valores. Preços mudam conforme região, fornecedor, quantidade e data.

Suporte de madeira clara em forma de A com três prateleiras em alturas diferentes, encostado na parede, com um vaso de cerâmica e pratinho em cada nível cultivando temperos, jiboia e samambaia.

Resultado esperado

O resultado é uma escadinha de madeira com 60 cm de largura, 48 cm de profundidade e 75 cm no ponto mais alto, formada por três patamares recuados em degrau. Cada patamar recebe um ou dois vasos de porte médio, e o escalonamento faz com que a planta de trás não fique na sombra da que está na frente. A peça é apoiada, não fixada, e pode girar conforme o sol muda de posição ao longo do ano. Ao montar, você pratica corte repetido de montantes no mesmo comprimento, montagem em dois quadros laterais e o cálculo de peso que qualquer projeto de varanda exige.

Materiais e ferramentas

Confira a lista inteira antes de começar. Interromper o trabalho no meio para buscar uma peça é a causa mais comum de projeto abandonado.

Materiais

  • 3 tábuas de 60 × 20 × 2 cm para os patamares Prefira madeira de reflorestamento tratada para uso externo se a varanda receber chuva de vento.
  • 6 sarrafos de 4,5 × 4,5 cm para os montantes Dois com 23 cm, dois com 48 cm e dois com 73 cm. Compre uma barra inteira e corte, que sobra menos material.
  • 2 sarrafos de 48 × 4,5 × 2 cm para as travessas de base Correm rente ao piso e amarram os três montantes de cada lateral.
  • 2 sarrafos de 51 × 4,5 × 2 cm para as travessas transversais Uma embaixo e uma na altura do patamar do meio. São elas que impedem o conjunto de abrir para os lados.
  • 36 parafusos para madeira de 5 × 60 mm Dois por junta. Parafuso único em junta de sarrafo deixa a peça girar.
  • 6 sapatas de borracha ou feltro grosso Uma para cada montante que toca o piso. Em varanda, a borracha também isola a madeira da água que escorre.
  • Verniz ou stain para madeira de exterior Cerca de 250 ml para duas demãos em toda a estrutura, incluindo as topeiras.
  • 3 pratos coletores compatíveis com os vasos escolhidos Meça o diâmetro da base do vaso antes de comprar, e não o diâmetro da boca.

Ferramentas

  • Trena
  • Lápis
  • Esquadro
  • Nível de bolha
  • Serra manual com guia de esquadria
  • Furadeira com broca de 3,5 mm
  • Parafusadeira
  • Dois sargentos
  • Lixa de grão 80 e de grão 150

Procurar projetos com essas ferramentas: Trena · Lápis de marcação · Esquadro · Nível de bolha · Serra manual · Furadeira · Parafusadeira · Sargento ou grampo · Lixa ou taco de lixar

Medidas de referência

As medidas abaixo servem de ponto de partida. Meça o seu espaço antes de cortar: parede, vão e móvel raramente batem com a medida nominal.

Medidas de referência do projeto, em centímetros
Peça ou dimensãoMedida de referência
Conjunto montado 60 cm de largura × 48 cm de profundidade × 75 cm de altura
Patamares 60 × 20 × 2 cm, três peças
Montantes dianteiros, do patamar baixo 23 cm
Montantes centrais, do patamar médio 48 cm
Montantes traseiros, do patamar alto 73 cm
Distância entre eixos dos montantes, no sentido da profundidade 22 cm
Altura útil livre entre um patamar e o seguinte 25 cm, o que acomoda planta de até 40 cm de folhagem

Preparação

  • Escolha os vasos antes de cortar qualquer madeira. A largura do patamar foi pensada para dois vasos de até 18 cm de diâmetro lado a lado, e mudar o vaso muda o projeto inteiro.
  • Pese o vaso cheio com a terra encharcada, e não com a terra seca. Terra saturada chega a dobrar o peso, e é essa condição que o suporte precisa aguentar no dia de chuva.
  • Observe por onde o sol entra na varanda em dois horários diferentes do mesmo dia. O patamar alto fica atrás, então ele deve ficar do lado oposto à entrada de luz, ou as plantas de baixo passam o dia sombreadas.
  • Confira se o piso está regular no ponto escolhido. Piso com caimento para o ralo é comum em varanda, e um desnível de meio centímetro já faz o conjunto balançar.
  • Separe as seis peças de montante e confira o comprimento das duplas uma contra a outra, encostando topeira com topeira. Diferença de 2 mm entre os dois montantes do mesmo par deixa o patamar inclinado.
  • Reserve um dia inteiro se for envernizar. A estrutura tem muitas faces e a secagem entre demãos é o que consome mais tempo do projeto.

Etapas

  1. Corte e confira os seis montantes

    Marque os comprimentos com a trena e risque a volta completa do sarrafo com o esquadro, nas quatro faces. Serrar acompanhando o risco nas quatro faces é o que garante topeira quadrada em corte manual. Depois de cortar, junte os dois montantes de 23 cm, depois os de 48 cm e os de 73 cm, encostando as pontas numa superfície plana, e acerte qualquer diferença na lixa de grão 80. Marque cada par com um número a lápis para não trocar na hora da montagem.

    Serrar sempre do lado de fora do risco e acertar a medida na lixa dá resultado melhor do que tentar partir a linha ao meio com o serrote.

  2. Monte os dois quadros laterais

    Deite a travessa de base de 48 cm sobre a bancada e posicione os três montantes em pé sobre ela, com os eixos a 22 cm um do outro e o montante mais baixo numa das pontas. A travessa fica por fora, encostada na face lateral dos montantes, e sua borda inferior deve coincidir com a base deles. Pré-fure com broca de 3,5 mm e aparafuse dois parafusos por montante, em diagonal, nunca na mesma linha do veio. Repita a operação espelhada para a segunda lateral.

  3. Una as laterais com as travessas transversais

    Ponha as duas laterais de pé, paralelas, com 51 cm de distância entre as faces internas. Prenda a primeira travessa transversal por trás dos montantes altos, a 10 cm do piso, e a segunda por trás dos montantes centrais, logo abaixo do topo deles. Confira com o esquadro que os montantes ficaram perpendiculares ao piso antes de apertar. Essas duas peças são o que transforma dois quadros soltos numa estrutura rígida, então não pule nenhuma delas.

    Meça a distância entre as laterais em cima e embaixo. Se os valores forem diferentes, o conjunto está em leque e vai bambolear no piso.

  4. Fixe os três patamares

    Cada tábua de 60 cm apoia sobre um par de montantes de mesma altura e sobra 4,5 cm para cada lado, o que dá a aparência de degrau flutuante. Centralize com a trena, marque a posição dos montantes por baixo e pré-fure a tábua de cima para baixo, dois furos por apoio. Escareie os furos para a cabeça do parafuso afundar e não encostar no prato do vaso. Aparafuse começando pelo patamar mais alto, que é o mais difícil de alcançar depois.

  5. Acerte o nivelamento e as sapatas

    Ponha o conjunto na posição definitiva e apoie o nível de bolha sobre cada patamar, primeiro no sentido da largura e depois no da profundidade. Identifique qual montante fica no ar e cole ali uma sapata mais grossa, ou empilhe duas sapatas de feltro. Só depois de nivelado fixe as seis sapatas nas topeiras inferiores. Balanço que parece pequeno com o suporte vazio vira oscilação perceptível com três vasos cheios de terra úmida em cima.

  6. Lixe e aplique o acabamento de exterior

    Desmonte mentalmente o conjunto em faces e lixe todas, incluindo o lado de baixo dos patamares e as topeiras dos montantes, que são a porta de entrada de água na madeira. Passe a primeira demão de verniz ou stain diluída conforme a embalagem, deixe secar, lixe de leve com grão 150 e aplique a segunda cheia. Dê atenção dobrada às topeiras inferiores, que ficam em contato com o piso molhado depois de cada rega.

  7. Posicione os vasos e teste a estabilidade

    Coloque sempre os vasos mais pesados no patamar baixo e os mais leves no alto. Com todos posicionados, empurre a lateral do conjunto na altura do patamar superior, com força moderada: ele deve resistir sem inclinar. Regue tudo uma vez e observe por onde a água sai, para saber se algum prato transborda sobre a madeira do patamar de baixo.

    Se a varanda pega vento forte, encoste o suporte na parede ou em um canto e mantenha a planta de folhagem mais larga no degrau inferior.

Erros comuns

Calcular a altura dos montantes já somando a espessura do patamar
Os montantes têm 23, 48 e 73 cm justamente porque a tábua de 2 cm entra por cima e completa 25, 50 e 75 cm. Some uma vez só.
Dispensar as travessas transversais para economizar madeira
Sem elas o conjunto abre em leque com o peso. São duas peças baratas que respondem por quase toda a rigidez lateral.
Usar um parafuso por junta
Junta com parafuso único vira uma dobradiça. Coloque dois, deslocados em diagonal, para travar a rotação.
Envernizar só as faces visíveis
A umidade entra pelas topeiras e pela face inferior, que são exatamente as partes que costumam ficar sem acabamento. Trate todas as seis faces de cada peça.
Regar as plantas com os vasos no lugar
O excesso escorre entre os patamares e encharca a madeira. Leve os vasos à pia ou use pratos fundos e esvazie meia hora depois.
Montar o suporte com o patamar alto de frente para o sol
Observe a incidência de luz antes de definir o lado. Invertido, o degrau alto vira uma parede de sombra sobre os outros dois.

Alternativas de materiais

Em vez de Você pode usar O que muda
Montantes de 4,5 × 4,5 cm Sarrafos de 3 × 5 cm posicionados de canto Reduz o peso e o volume visual da estrutura, mas exige parafuso mais curto e cuidado maior no pré-furo para não rachar a peça.
Patamares em tábua inteira Dois sarrafos por patamar com vão de 1 cm entre eles A água da rega escorre em vez de empoçar e a peça seca muito mais rápido. Em compensação, vaso de base pequena precisa de prato largo para não bascular.
Verniz de exterior Óleo penetrante para madeira Não forma película que descasque ao sol e o retoque é simples, com a desvantagem de exigir reaplicação mais frequente em área exposta.
Sapatas de feltro Pés de borracha atarraxados Muito melhores em varanda molhada, porque mantêm a topeira fora do contato direto com a água parada. Exigem um furo guia em cada montante.
Pratos coletores soltos Bandeja única por patamar, com borda de 2 cm Recolhe toda a água de uma vez e protege melhor a madeira, porém aumenta o peso morto e dificulta girar vasos individualmente.

Acabamento

  • Quebre a aresta viva de todos os montantes com dois passes de lixa em 45 graus antes de aplicar qualquer produto. Canto de sarrafo é justamente onde o verniz descasca primeiro.
  • Aplique o acabamento com a estrutura deitada de lado e vá girando a cada face, em vez de tentar cobrir tudo com a peça em pé. Escorrido em verniz de exterior é difícil de disfarçar.
  • Se quiser uma cor uniforme em madeira de pinus, aplique um selador antes do stain, porque o veio absorve de forma muito desigual e o resultado fica manchado.
  • Deixe a última demão curar pelo menos dois dias antes de pôr vaso em cima. Prato de plástico apoiado em verniz ainda mole marca um círculo permanente.
  • Passe um pano seco nas juntas depois de aparafusar tudo, para retirar a serragem que fica presa nas quinas e que o acabamento sela no lugar.

Manutenção

  • Uma vez por mês, gire o suporte um quarto de volta se a varanda tiver luz muito lateral. Isso equilibra o crescimento das plantas e revela pontos de acúmulo de água na madeira.
  • A cada três meses, aperte os parafusos das travessas transversais. Variação de umidade faz a madeira inchar e encolher, e é sempre nessas juntas que a folga aparece primeiro.
  • Retire folhas e terra caídas entre o patamar e o montante. Matéria orgânica retendo umidade contra a madeira é a causa mais comum de apodrecimento em peça de varanda.
  • Reaplique o acabamento quando a água parar de formar gotas na superfície e começar a escurecer a madeira ao encostar. Em varanda com sol direto isso acontece bem antes do esperado.
  • Se notar a base de um montante amolecida ao pressionar com a unha, corte 3 cm dessa ponta, reequilibre os seis pés e trate a nova topeira antes de voltar a usar.

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